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BETTER LIVING QUALITY WITH CARFREE URBAN AREAS?

Resumo: Traditionally, the focus of urban planning has been on accommodating increased car traffic; simply put car-oriented planning. In the recent decades however, a shift has occurred within the urban planning field towards a focus on the quality of the streetscape as experienced by pedestrians. This move has various motives, the principal ones being a policy shift that places greater value on sustainability, quality of life and public health measures through a more active use of public outdoor spaces. One sustainable urban mobility proposal that combines both urban planning and transport policy is to implement car-reduced or carfree districts. These districts combine strict restrictions on car use within the area with improvements in mobility and accessability by other means than by private car. The referenced sources from the literature review that has been made describe that carfree areas can result in 20% lower rents, that public participation in the planning process is of outmost importance and that the unbundling of parking costs from the apartment rent or cost is a critical factor. Several interviews have been made with residents of existing carfree areas in Europe. Common denominators between the majority of the respondents were the positive factor of having access to child-friendly outdoor areas, closeness to nature and greenery, the importance of proximity to services and stores and finally that community involvement (i.e. public participation) was a key success factor. Finally, interviews were also conducted with urban municipal planners and representatives of housing construction and development companies in Sweden. A key result from these interviews was that minimum parking requirement norms for new buildings are a serious obstacle towards the feasibility of car-reduced housing projects. Instead new forms of agreements were proposed where developers did not need to build as many parking lots and in return give a binding commitment to fund more sustainable transport options, such as bicycle and public transport.

Artigo: BETTER LIVING QUALITY WITH CARFREE URBAN AREAS?

DEMOLIÇÃO DA FÁBRICA DA MATTE LEÃO: UM IMPULSO À DEGRADAÇÃO DA PAISAGEM DO REBOUÇAS

Rresumo: Este trabalho dá uma breve exposição da história da erva mate no Paraná e em Curitiba, com enfoque especial na Leão Júnior S.A., importante fábrica que industrializa esta matéria-prima e a comercializa sob o nome de Matte Leão, em forma de chás em copo e para infusão. A fábrica, que se localizava desde princípios do século passado num terreno de quadra inteira no bairro Rebouças, em Curitiba/PR, ao lado da atual sede da Fundação Cultural de Curitiba – FCC – foi recentemente adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus – IURD. Este processo se iniciou com a transferência da produção industrial da Leão Júnior S.A. para uma nova planta fabril instalada no município de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba – RMC – e culminou com a demolição da antiga fábrica para a construção do mais novo templo da IURD. Aquele patrimônio se tratava de um dos últimos exemplares remanescentes da arquitetura fabril de Curitiba. Tais fatos se seguiram quase simultâneos com um projeto conceitual da Prefeitura de Curitiba para a revitalização daquele pedaço do bairro em questão. O SoHo Rebouças é um conceito importado que preconiza a revitalização urbana de um bairro ou região de uma cidade a partir de atrativos de ordens cultural, artística, habitacional e educacional principalmente. Como em outras cidades, este conceito se apropriou das estruturas urbanas e arquitetônicas já existentes subutilizadas como start para o processo de renovação. A partir de matérias que discorrem da importância da preservação da paisagem fabril nas cidades, além de diversas entrevistas com profissionais das respectivas áreas de cultura, história, patrimônio e restauro, nesse contexto, este artigo expõe acerca da importância patrimonial da (ex) fábrica tanto para o (in) sucesso desta política pública da prefeitura quanto para a paisagem urbana do bairro. Junto com outras construções a seu redor, compunha uma ordem paisagística estabelecida típica do que uma vez foi o primeiro bairro industrial de Curitiba que se encontra atualmente ameaçada por um emergente projeto arquitetônico que desconsidera o entorno. A futura catedral da fé ocasionará um significativo aumento no tráfego da região, não necessariamente o afluxo de pessoas do qual está carente, mas sim de automóveis e ônibus em caravanas. Além de não resolver o problema do bairro, poderá converter-se num incentivo para as demais fábricas locais partirem. E sem nenhuma política pública protetiva,este caso tornar-se uma jurisprudência de sua total demolição.

Artigo: DEMOLIÇÃO DA FÁBRICA DA MATTE LEÃO: UM IMPULSO À DEGRADAÇÃO DA PAISAGEM DO REBOUÇAS

DETERMINAÇÃO DA VULNERABILIDADE DO SOLO NA OCUPAÇÃO URBANA DA CIDADE DE SAUDADE DO IGUAÇU – PARANÁ

Resumo: O presente estudo buscou identificar áreas de risco no perímetro da área urbana do município de Saudade do Iguaçu, por meio de técnicas de geoprocessamento, com base nas características geológicas, pedológicas, geomorfológicas e de uso e ocupação do solo, tendo como produto final uma carta de capacidade de uso do solo urbano, e uma carta com o uso e ocupação atual. O cruzamento destas cartas a partir de ferramentas do Spring 5.2.6, possibilitou a identificação de áreas de conflitos entre as reais potencialidades de uso e a forma de utilização empregada, como a ocupação urbana em declividades acima de 30%. O trabalho demonstrou que na classe de ocupação V, classe esta inapta para a ocupação urbana, havia 29,60% de ocupação urbana irregular. O crescimento populacional somado a ocupação territorial desordenada é a realidade da maioria das cidades brasileiras. Áreas inaptas para a construção de moradias como encostas com alta declividade e solos frágeis passam a ser utilizadas sem avaliação dos riscos futuros, expondo famílias a desastres ambientais. Para que medidas preventivas possam ser tomadas é necessário o conhecimento do problema. A inclinação do terreno e as características do solo e a análise de suas propriedades fornecem informações fundamentais para estudos sobre a capacidade de ocupação territorial.

Artigo: DETERMINAÇÃO DA VULNERABILIDADE DO SOLO NA OCUPAÇÃO URBANA DA CIDADE DE SAUDADE DO IGUAÇU – PARANÁ

REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE CURITIBA – 2014

Resumo: Na cidade de Curitiba o planejamento compete ao Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) que coordena desde 1966 a elaboração do Plano Diretor. A cada dez anos, ele é revisto e são feitas as adaptações necessárias para que a população tenha qualidade de vida. Durante o ano de 2014, ocorreu a revisão do Plano por meio da participação popular e de técnicos dirigido pelo Prefeito e analisado pela Câmara Municipal. A UTFPR participou deste evento. O Plano Diretor de Curitiba (PD) visa propiciar melhores condições para o desenvolvimento integrado, harmônico e sustentável de Curitiba com a Região Metropolitana. Este instrumento básico, global e estratégico da política de desenvolvimento urbano foi o meio de estabelecer discussões públicas sobre onze temas considerados prioritários para melhorar a qualidade de vida: (1) Fórum Plano Diretor de Curitiba; (2) Economia criativa e cultura; (3) Meio Ambiente e sustentabilidade; (4) Mobilidade cicloviária; (5) Mobilidade urbana e transporte; (6) Habitação de interesse social e regularização fundiária; (7) Paisagem urbana, uso do espaço público e áreas de lazer e esporte; (8) Região metropolitana; (9) Segurança, defesa social e cidades digitais; (10) Uso do solo, zoneamento urbano e estudo de impacto de vizinhança; (11) Planos Regionais e setores especiais. Conclui-se que esta iniciativa foi ímpar no País e ela abre um espaço de discussão que pode ser aperfeiçoado e trazer melhores condições de morar e se
locomover na cidade e no seu entorno.

Artigo: REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE CURITIBA – 2014

UNIVERSIDADE, CIDADE E TERRITÓRIO: O ARRANJO ESPACIAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ E SUAS IMPLICAÇÕES NA MOBILIDADE URBANA, 1969-2014.

Resumo: Abordamos a configuração territorial do campus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM) frente à conformação urbana. A premissa que orienta este debate decorre do cenário condutor da implantação do território da UEM resultante da adoção do modelo espacial – campus – como estrutura urbano/arquitetônica de instituição do ensino superior. Aprofundamos considerações sobre a concepção espacial do espaço universitário maringaense na medida em que o amplo território estudantil, inserido na malha urbana, apresenta-se como enclave e limite físico. A Universidade distanciada do espaço citadino reforça o ideário de exclusiva ambiência universitária em contraponto com as relações espaciais entre universidade e cidade. Deste modo, os questionamentos propostos pelo estudo vão ao encontro do dinamismo da configuração espacial do campus diante das pressões de ocupação urbana e expansão da malha viária, uma vez que as relações entre campus e cidade têm no princípio de mobilidade urbana um dos seus principais aspectos de integração. O objetivo deste trabalho é contextualizar o processo de conformação territorial da Universidade em com o crescimento e expansão viária da cidade. Tratamos, portanto, de considerações sobre o território da UEM nos processos de desenvolvimento urbano.

Artigo: UNIVERSIDADE, CIDADE E TERRITÓRIO: O ARRANJO ESPACIAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ E SUAS IMPLICAÇÕES NA MOBILIDADE URBANA, 1969-2014.