Reunião dos Grupos PET da UTFPR com o candidato Prof. Pilatti

No dia 29 de Junho, os tutores e petianos dos 14 grupos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná se reuniram com o candidato a reitor, Prof. Dr. Luiz Alberto Pilatti, e a candidata a vice-reitora, Prof. Dra. Vanessa Ishikawa Rasoto, para discutir as propostas relevantes às dinâmicas petianas.  Participaram da reunião os grupos PET Engenharia Civil (Campus Campo Mourão); PET – Computando Culturas em Equidade, PET Engenharia da Computação, PET Engenharia Eletrônica e PET Políticas Públicas (Campus Curitiba); PET Engenharia Florestal, PET – Conexões dos Saberes – Agricultura Familiar, PET Produção Leiteira e PET Zootecnia (Campus Dois Vizinhos); PET Tecnologia em Alimentos (Campus Francisco Beltrão); PET Tecnologia em Alimentos (Campus Londrina); PET – Conexões dos Saberes – Tecnologia Ambiental (Campus Medianeira); PET Agronomia (Campus Pato Branco); e PET Engenharia Química (Campus Ponta Grossa).

 

A reunião, mediada pelo Prof. Dr. Fernando Kuss, tutor do PET Produção Leiteira do Campus Dois Vizinhos, iniciou-se com breve apresentação da trajetória dos candidatos. O Prof. Dr. Luiz Alberto Pilatti foi licenciado em Educação Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em 1989, é mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP – 1995) e doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP – 2000). Atualmente é Professor Titular pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e exerce o cargo de reitor na UTFPR (2016-2020). Está vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) e Ensino de Ciência e Tecnologia (PPGECT) no Câmpus Ponta Grossa, e é bolsista de Produtividade em Pesquisa – CNPq.

A Prof. Dra. Vanessa Ishikawa Rasoto se formou em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia (FAE) em 1993, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR – 1999) e doutorado em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC – 2006). Atualmente é professora Titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional, na disciplina Habitats de Inovação) e Vice-Reitora da UTFPR. Tem experiência na área de Educação, Gestão de Habitats de Inovação Tecnológica, projetos de pesquisa e extensão, atuando principalmente nos seguintes temas: Finanças, Viabilidade de projetos, Empreendedorismo e Inovação.

O Prof. Fernando introduziu os grupos PET da UTFPR, que somam 178 bolsistas em 14 grupos presentes em 8 campi, e têm investimento anual de 1,25 milhão de reais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de ressaltar que todos foram criados por iniciativa de docentes. O Prof. Pilatti afirmou que o PET faz parte do modelo universitário que busca, baseado em forte participação estudantil, e que o governo não dá a devida atenção ao programa como política educacional, pois acredita que os grupos devem ser prioridade, recebendo sempre apoio irrestrito e incentivando a criação de novos PETs.

O mediador comentou a limitação causada pela unicidade de interlocutor entre a instituição e o Ministério da Educação (MEC), causando sobrecarga e tornando o fluxo ineficiente, além de prejudicar alunos quando o assunto se trata de atraso das bolsas. Perguntou então aos candidatos se haveria algum modo de dar atenção especial aos grupos PET na PROGRAD, de forma semelhante a que as iniciativas científicas recebem. O Prof. Pilatti disse que é inaceitável o atraso nas bolsas e prometeu buscar solução, possivelmente em uma ação coletiva via Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

O Prof. Fernando explicou os problemas enfrentados pelos grupos em relação ao custeio, pois o valor proveniente do FNDE é quase sempre insuficiente para as atividades e projetos, principalmente se exigem deslocamento. Questionou então se seria possível a institucionalização de uma política orçamentária para os grupos PET, fomentando projetos e agregando bolsas para voluntários. O Prof. Pilatti reforçou sua opinião que projetos como o PET são fundamentais para a universidade, mas que nenhum programa da UTFPR é ou pode ser institucionalizado, e por isso o ideal é se reunir com as DIRGRAD para maior apoio na construção do orçamento.

A petiana Débora Kreczkiuski, do PET Engenharia Florestal do Campus Dois Vizinhos, realizou o contato com os petianos para a seção de questionamentos. Marcus, também do PET Engenharia Florestal, perguntou qual seria a melhor defesa da permanência do programa junto ao MEC. O candidato afirmou que a defesa via Andifes seria o melhor caminho.

Joeliton Campani, do PET Produção Leiteira (Dois Vizinhos), questionou se poderia ser reservado espaço no site institucional para divulgação de atividades e eventos petianos. O Prof. Pilatti disse que não há dificuldades nessa questão, e sugeriu que o contato seja feito diretamente com o setor de comunicação da instituição. O Prof. Fernando perguntou então se haveria autonomia petiana nesse espaço, e o candidato reforçou que a negociação deve feita com o setor.

O mediador perguntou se seria possível tornar um dos tutores interlocutor do MEC, para solucionar problemas como perda de bolsas pela demora na efetivação dos alunos no programa e outras situações causadas pela burocracia excessiva. O Prof. Álvaro, o interlocutor da instituição e o ministério, esclareceu que nenhum tutor pode exercer esse cargo, e que além dele, o contato com o MEC deve ser feito via CENAPET. 

A petiana Ana Caroline inquiriu sobre a situação dos editais de auxílio financeiro para eventos. Segundo Prof. Gilberto Souto, pró-reitor adjunto, os editais foram cancelados no ano de 2019 devido ao contingenciamento, mas há espaço no orçamento da PROGRAD para este tipo de auxílio. O Prof. Álvaro acrescentou que o PET é o único programa com orçamento específico, sendo esse de 50 mil reais para este ano de 2020, 27 mil destes reservados para participação no SulPET, que desde então foi cancelado e reformulado como evento virtual.

A Prof. Juliana de Paula Martins, tutora do PET Engenharia Química (Ponta Grossa), comentou os recentes atrasos das bolsas de alunos/tutores e do custeio. O Prof. Álvaro explicou que os problemas no começo deste ano foram causados pela prestação de contas do ano de 2013 exigida pelo MEC, o que gerou transtorno pois a maioria dos grupos já não possui o mesmo tutor.

Milena, do PET Tecnologia em Alimentos (Francisco Beltrão), perguntou se o candidato poderia priorizar e disponibilizar auxílios para eventos petianos. O Prof. Pilatti reconheceu a importância de tais eventos, para interlocução e troca de conhecimentos e experiências, e que se compromete a manter no orçamento espaço para os grupos e criar condições para o apoio.

Calina Ranzani, do PET Engenharia Química, comentou a falta de representatividade da reitoria em eventos PET. O Prof. Pilatti respondeu que não há condições de participar de todos eventos devido à limitação no custeio. O Prof. Fernando e a Prof. Juliana reforçaram a importância da presença da PROGRAD nos eventos, pois os trabalhos dos petianos não podem ser apresentados somente aos tutores e outros petianos – é essencial que a reitoria mostre sua presença.

Gabriela, do PET Zootecnia (Dois Vizinhos), perguntou quais ações seriam possíveis para apoiar alunos de baixa renda, inclusive na seleção dos petianos. O candidato recomendou que sejam elaborados editais de processos seletivos mais inclusivos, pois há limitação do que a reitoria pode fazer nessa situação. 

Membro do PET Políticas Públicas (Curitiba), Thaise Muraro apresentou o questionamento enviado pelo PET Agricultura Familiar (Dois Vizinhos), sobre apoio no custos de transporte de projetos de extensão e a liberação de espaço para sediar eventos e prover o alojamento. O Prof. Pilatti disse que a decisão de sediar ou não eventos é de cada campus, não da reitoria. A Prof. Juliana comentou que o candidato se mostrou contra permitir o alojamento em várias ocasiões, e o professor respondeu que não é contra a permissão, apenas prefere alternativas que diminuem problemas e mantêm a dignidade dos alunos. 

Concluindo a reunião, o Prof Fernando Kuss agradeceu petianos, tutores e candidatos pela presença, e o Prof. Pilatti e a Prof. Vanessa agradeceram a oportunidade de participar do debate e ressaltaram a importância do voto.

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